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Missa penitencial e Solenidade de São José – 19 de março de 2021

Na missa penitencial desta sexta-feira, às 5h30, celebramos a festa de São José, grande santo, padroeiro e protetor da igreja.

Fomos convidados pelo Papa Francisco, através da Carta Apostólica Patris Corde “Coração de Pai”, a celebrar o “Ano de São José” e a conhecer melhor o pai adotivo de Jesus e a sua importância no plano salvífico de Deus.

“Foi crucial a aceitação de José para que o plano da Salvação de Deus pudesse ser realizado. A Sagrada Escritura não esconde as dificuldades pessoais que São José precisou enfrentar ao receber o anúncio de que sua futura esposa, sem ter contato com homem algum, estava grávida.

O Evangelho dá a José o título de justo (Mt 1,19), termo raríssimo e concedido a pouquíssimos personagens na Sagrada Escritura. Justamente porque equivale a palavra santo que, no Antigo Testamento, é um atributo reservado somente a Deus (Ecle 7,20). Isso revela muito sobre a integridade, os valores e a santidade de vida de José. Era um homem fiel à Lei, observador dos mandamentos e preceitos da Torah. Por isso, com sua obediência a Deus, escuta a voz do anjo e não teme em aceitar Maria como esposa e assumir o Filho de Deus como seu próprio filho.”

A Carta Apostólica Patris Corde e o Ano de São José são um convite a cada um de nós para conhecer e imitar aquele homem justo e santo, que mesmo sem compreender tudo, acolheu tudo.”

(Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-12/ano-de-sao-jose-presente-para-toda-igreja.html)

Curiosidade: Em hebraico, José significa “Deus cumula de bens”.

Em sua homilia, Pe. Vagner fez um paralelo entre os personagens Davi, na Primeira Leitura, Abraão, na Segunda Leitura, e São José que, ao receber a notícia da gravidez de Maria, fica perturbado mas, diante do anúncio do anjo, assim como os personagens da liturgia do dia, aceita, obedece e confia. Deus contou com essas figuras históricas, assim como conta também conosco, apesar de nossa fraqueza, para fazer a Sua vontade.

São José nos ensina muito, apesar de sua pouca aparição no texto bíblico. Assim também devemos ser, cumprir a missão que o Senhor nos dá, com confiança e sem esperar recompensa. Deus nos chama, nos fortalece e nos indica o caminho a seguir.

Que São José, em sua ternura, interceda por nós e por nossa igreja, neste tempo difícil que estamos vivendo, para que saibamos viver na fidelidade, obediência e confiança no Pai, deixando que Ele nos guie.

Ato de consciência coletivo com as obras de misericórdia corporais

“Sede misericordiosos como vosso Pai do céu é misericordioso” (Lc 6, 36).

“Quero misericórdia e não sacrifícios” (Mt 9, 13

“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7)

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Missa Penitencial – 26 de fevereiro de 2021

Neste dia 26 de fevereiro, dando continuidade às preparações para a Solenidade Pascal, a comunidade novamente se reuniu às 5h da manhã, para participar da segunda Missa Penitencial e ouvir a Palavra de Deus que, durante esse tempo quaresmal, nos convida à conversão.

Em sua homilia, Pe. Vagner instruiu que hoje, a Palavra de Deus nos convida também à constância, à permanência, à vigilância no nosso atuar reto, segundo a vontade de Deus e ainda, a não nos conformar somente com a letra da lei, mas ir até o seu sentido mais profundo e a não nos resignar com o mínimo, na prática da Lei do Senhor.

Na Primeira Leitura, o profeta Ezequiel nos adverte que Deus é misericordioso – e é verdade, disse-nos nosso pároco – por isso está aberto a acolher a nossa conversão, o nosso desejo de mudança. Por isso diz: Se o ímpio se arrepender de todos os seus pecados, guardar as minhas leis e praticar o direito e a justiça, viverá com certeza e não morrerá. Deus se esquece dos pecados do ímpio. Perdoa aquele que cometeu a maldade, que cometeu muitos pecados, mas que se arrepende de verdade e sinceramente busca o Senhor, pratica o direito e a Justiça e cumpre Sua Lei. Por outro lado, o justo, aquele que pratica a justiça e a Lei do Senhor, deve se esforçar por caminhar nesta justiça, porque diz a palavra de Deus: “se o justo se desviar de sua justiça e praticar o mal, imitando todas as práticas detestáveis feitas pelo ímpio, da justiça que ele praticou, nada mais será lembrado. Por causa disso morrerá.”

Deus quer a nossa conversão, está aberto a nos acolher, mas nos pede constância, nos pede para permanecermos na prática do bem e na vivência da Sua palavra.

No evangelho, Jesus alerta aos discípulos que a justiça por eles praticada deve ser maior do que a dos mestres da lei e dos fariseus. Hoje, nós somos os discípulos de Jesus e assim também deve ser a nossa justiça, se quisermos entrar no reino de Deus.

A justiça dos mestres da lei e dos fariseus era apegada apenas à letra da lei. Jesus vai ao coração da lei, em seu sentido mais profundo e usa como exemplo o mandamento da lei que diz: não matarás. Não basta apenas não tirar a vida do irmão. É preciso arrancar do coração o desejo de violência, o desejo de matar.

Arranquemos o pecado do nosso coração pela raiz! Pela raiz dos sentimentos que levam ao pecado. Não basta não matar, é preciso não chamar o irmão de patife ou tolo. Não se encolerizar com ele e arrancar do nosso coração toda a semente de violência que leva à morte o nosso irmão.

O senhor é exigente conosco. Quando nos chama a segui-lo, nos chama, não simplesmente para desfrutar de Suas benesses, de Sua misericórdia, de Sua compaixão, do consolo que é estar em Sua presença. Ele nos chama mais. Nos chama a uma autotransformação, a uma mudança de vida, nos chama a ter um coração novo, que somente alcançamos pela graça de Deus.

Coloquemo-nos na presença de Deus e busquemos com sinceridade e humildade nos observar, cumprir e permanecer na Lei de Deus.

Ato de consciência coletivo com as obras de misericórdia espirituais

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Missa Penitencial – 19 de fevereiro de 2021

No calendário litúrgico, a quaresma é um tempo forte de penitência, sacrifício, reflexão, conversão e mudança de vida que nos prepara para vivermos bem os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Cristo, na Semana Santa.

Hoje, primeira sexta-feira do tempo quaresmal, a comunidade do Verbo Divino se reuniu para celebrar a eucaristia na Missa Penitencial, celebrada pelo Pe. Vagner, com o apoio do diácono Algaci, às 5h da manhã.

Em sua homilia, Pe. Vagner nos falou sobre o jejum que agrada a Deus. Neste tempo de quaresma, somos convidados ao jejum, à oração e à caridade. O jejum, tema de hoje, pode ser a expressão de toda a nossa penitência. Somos chamados a nos penitenciar. Penitenciar-se, jejuar, abster-se de algo, nós o fazemos porque reconhecemo-nos pecadores, porque necessitamos da misericórdia de Deus. É um gesto externo que busca a nossa purificação interior, nosso fortalecimento espiritual. Jejuamos para agradar a Deus e porque reconhecemos diante Dele a nossa fragilidade.

No Evangelho (Mt 9,14-15), os fariseus questionam a Jesus o motivo de seus discípulos não jejuarem e Ele responde que eles não poderiam jejuar em uma festa de casamento, na presença do noivo, Jesus é o noivo e os discípulos são Seus amigos.

O Profeta Isaias, na Primeira Leitura (Is 58,1-9a), nos alerta que o jejum deve ser um sinal da busca de nossa transformação interior. Não adianta jejuar e praticar a injustiça, o mal, alimentar a malícia, pelo contrário, devemos jejuar pedindo ao Senhor que nos purifique de nossos pecados e nos transforme porque o jejum vazio não engana a Deus. Não podemos enganar a Deus com gestos exteriores. Temos que buscar a transformação interior.

Somos humanos, Deus conhece nossos pecados e sabe de nossas fraquezas, mas nós também sabemos da força de Deus e com essa força, buscamos a conversão, nos penitenciamos e jejuamos buscando a transformação de nossas vidas. Peçamos ao Senhor que nos ajude e fortaleça para que nosso jejum vá transformando a nossa vida e nos ajude, com o pouco de nossa pouca força, a ir ao Seu encontro.

Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. (Mt 9,15)

Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o, e não desprezes a tua carne. (Is 58,6-7)

Ato de consciência coletivo com as obras de misericórdia corporais

Cada um, dentro de suas possibilidades e dons, pode, em diversos momentos da vida, fazer obras de misericórdia.

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Missa Penitencial – 28 de fevereiro de 2020

Atendendo ao convite de nosso Pároco, em um clima de penumbra, os fiéis, iluminados somente pela luz de velas, se reuniram para celebrar a eucaristia na Missa Penitencial, realizada hoje às 5h da manhã.

Pe. Vagner, SVD, asseverou que a sexta-feira da quaresma é dia especialmente dedicado à penitência e à busca de conversão. É sempre um dia especial para pensarmos em nossa conversão. Nós buscamos a reconciliação com o Senhor, buscamos voltar para ele, quando olhamos para dentro de nós mesmos e nos dispomos a fazer a Sua vontade.

Gestos exteriores como o nosso jejum e os nossos atos de penitência, nos ajudam neste caminho. Viemos aqui para expressar ao Senhor o nosso coração arrependido, o nosso desejo de mudança, a consciência de que somos pecadores e que necessitamos da misericórdia de Deus.

Todos nós necessitamos da Graça de Deus e da Sua compaixão. Somos pecadores e é por isso que viemos humildemente bater em nosso peito e dizer: Senhor, sou pecador!   Senhor, necessito da sua misericórdia!   Senhor, perdoa-me!

A palavra de Deus que hoje escutamos nos convida ao jejum, mas nos alerta que o jejum deve ser sincero.

O Profeta Isaías nos alerta de que o nosso jejum e a nossa Penitência têm que ser a expressão do nosso desejo de conversão. Não agrada a Deus o jejum que não é transformado em vida, o jejum que fica apenas como ato externo. Os atos externos nos ajudam a mudar o nosso interior, mas não podem ficar somente no externo, no gesto, no rito. Devem chegar ao nosso coração. Por isso, Isaías tem palavras duras, inclusive contra aqueles que jejuavam, mas não praticavam a justiça. “Acaso é esse jejum que aprecio” “É porque ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas”. “Não façais jejum com esse espírito” nos alerta. Agora, se o nosso jejum é o jejum da vida, se o nosso jejum nos leva à transformação, com as nossas limitações e dificuldades, diz o Senhor: “então, brilhará tua luz como a Aurora”. Que a nossa luz, que a nossa vida brilhe como essas velas que agora temos em nossas mãos.

O Senhor Jesus também, no evangelho, nos fala do jejum respondendo ao questionamento dos discípulos de João Batista, dizendo: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.”

O nosso jejum é a expressão de uma ausência, é a expressão daquilo que nos falta, daquilo que não temos. Jejum e penitência são um pouco de luto, de reconhecer aquilo que nos falta e que queremos alcançar. Peçamos ao Senhor que nosso jejum seja sincero e nos dê a força para sermos fiéis à penitência iniciada nesta quaresma que transforme as nossas vidas.

Ao final, Pe. Vagner convidou a comunidade a refletir sobre as Sete Obras de Misericórdia Espirituais. Na próxima sexta-feira, a reflexão será sobre as Sete Obras de Misericórdia Corporais.

Neste tempo da quaresma, serão realizadas missas penitenciais todas as sextas-feiras, sempre às 5h da manhã e, após a missa das 19h, haverá Via-Sacra às quartas e sextas-feiras.

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