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Missa Penitencial – 28 de fevereiro de 2020

Atendendo ao convite de nosso Pároco, em um clima de penumbra, os fiéis, iluminados somente pela luz de velas, se reuniram para celebrar a eucaristia na Missa Penitencial, realizada hoje às 5h da manhã.

Pe. Vagner, SVD, asseverou que a sexta-feira da quaresma é dia especialmente dedicado à penitência e à busca de conversão. É sempre um dia especial para pensarmos em nossa conversão. Nós buscamos a reconciliação com o Senhor, buscamos voltar para ele, quando olhamos para dentro de nós mesmos e nos dispomos a fazer a Sua vontade.

Gestos exteriores como o nosso jejum e os nossos atos de penitência, nos ajudam neste caminho. Viemos aqui para expressar ao Senhor o nosso coração arrependido, o nosso desejo de mudança, a consciência de que somos pecadores e que necessitamos da misericórdia de Deus.

Todos nós necessitamos da Graça de Deus e da Sua compaixão. Somos pecadores e é por isso que viemos humildemente bater em nosso peito e dizer: Senhor, sou pecador!   Senhor, necessito da sua misericórdia!   Senhor, perdoa-me!

A palavra de Deus que hoje escutamos nos convida ao jejum, mas nos alerta que o jejum deve ser sincero.

O Profeta Isaías nos alerta de que o nosso jejum e a nossa Penitência têm que ser a expressão do nosso desejo de conversão. Não agrada a Deus o jejum que não é transformado em vida, o jejum que fica apenas como ato externo. Os atos externos nos ajudam a mudar o nosso interior, mas não podem ficar somente no externo, no gesto, no rito. Devem chegar ao nosso coração. Por isso, Isaías tem palavras duras, inclusive contra aqueles que jejuavam, mas não praticavam a justiça. “Acaso é esse jejum que aprecio” “É porque ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas”. “Não façais jejum com esse espírito” nos alerta. Agora, se o nosso jejum é o jejum da vida, se o nosso jejum nos leva à transformação, com as nossas limitações e dificuldades, diz o Senhor: “então, brilhará tua luz como a Aurora”. Que a nossa luz, que a nossa vida brilhe como essas velas que agora temos em nossas mãos.

O Senhor Jesus também, no evangelho, nos fala do jejum respondendo ao questionamento dos discípulos de João Batista, dizendo: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.”

O nosso jejum é a expressão de uma ausência, é a expressão daquilo que nos falta, daquilo que não temos. Jejum e penitência são um pouco de luto, de reconhecer aquilo que nos falta e que queremos alcançar. Peçamos ao Senhor que nosso jejum seja sincero e nos dê a força para sermos fiéis à penitência iniciada nesta quaresma que transforme as nossas vidas.

Ao final, Pe. Vagner convidou a comunidade a refletir sobre as Sete Obras de Misericórdia Espirituais. Na próxima sexta-feira, a reflexão será sobre as Sete Obras de Misericórdia Corporais.

Neste tempo da quaresma, serão realizadas missas penitenciais todas as sextas-feiras, sempre às 5h da manhã e, após a missa das 19h, haverá Via-Sacra às quartas e sextas-feiras.

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