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Janeiro – mês de festa para a Família Verbita

Janeiro, para a Família Verbita, é muito especial. Neste mês celebramos seus mais ilustres filhos, Santo Arnaldo Janssen, fundador da Congregação, e São José Freinademetz, o missionário, por excelência.

Para recordarmos a profunda fé em suas vidas e o compromisso missionário refletido em favor dos pobres e marginalizados, foram realizados 2 tríduos em nossa Paróquia. O primeiro, nos dias 12, 13 e 14, por Santo Arnaldo Janssen e missa solene no dia 15 e o segundo, nos dias 26, 27 e 28, por São José Freinademetz e missa solene no dia 29.

Com a ajuda de alguns bispos, Arnaldo Janssen inaugurou a casa missionária no dia 8 de Setembro de 1875, em Styel (Holanda). Esta data é considerada o dia da Fundação da Congregação do Verbo Divino.

Em consonância com o exemplo de vida de nossos Santos, Papa Francisco, insistentemente, tem nos falado sobre a necessidade de construirmos pontes e não muros.

“O mundo precisa de uma nova liderança para construir pontes, não muros” afirmou o Papa na mensagem aos 500 teólogos reunidos em Sarajevo, entre os dias 26 a 29 de julho de 2018.

“Eu continuo repetindo isso na esperança de que as pessoas em todos os lugares prestem atenção a essa necessidade, que é cada vez mais reconhecida embora às vezes sofra resistência por medo. Somos chamados a reconhecer todos os sinais e mobilizar toda a nossa energia para remover os muros de divisão e construir pontes de fraternidade em todos os lugares do mundo”, afirmou o Papa.

Disse-nos ainda:

“O que devemos fazer com a coragem e a paciência? Devemos sair de nós mesmos e das nossas comunidades e ir ao encontro dos homens e mulheres que vivem, trabalham e sofrem; devemos anunciar a todos eles a misericórdia do Pai, mediante seu Filho. Jesus de Nazaré. Devemos anunciar esta graça que nos foi dada por Jesus”.

São José Freinadmetz  nos deu esse exemplo de como a ir ao encontro dos outros. Em 1879, Santo Arnaldo Janssen o enviou para uma missão na China. Seus primeiros anos foram muito difíceis. Longe de sua terra e sua família, tinha dificuldade para se ajustar ao mundo diferente e abandonar seu etnocentrismo, forte característica dos missionários europeus daquele século.

Com o passar dos anos, passou a amar tão profundamente aquela terra e seu povo, que chegou ao ponto de afirmar: “Amo a China e os chineses. No céu, quero continuar sendo chinês”.

Para se ter uma ideia, em sua chegada, encontrou uma comunidade cristã com menos de 200 fiéis numa população total de 9 milhões de habitantes e, quando de sua morte, em 28 de janeiro de 1908, a diocese já contava com 40 mil adultos convertidos e 150 mil crianças batizadas.

Depois de se tornar um oriental entre os orientais, o santo ganhou do povo o carinho e o apelido de Fu-Schenfu que significa Padre Feliz.

Os testemunhos de vida de Santo Arnaldo Janssen e de São José Freinademetz nos mostram o poder transformador da fé e são um guia para a criação de relações fraternas de igualdade e esperança para aqueles que vivem à margem da sociedade.

Nossos Santos missionários Arnaldo Janssen e José Freinademetz foram beatificados pelo Papa Paulo VI em 19 de outubro de 1975 e canonizados por São João Paulo II em 05 de outubro de 2003.

“O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja.” Arnaldo Janssen

“O anúncio do Evangelho é a maior prova de amor ao próximo.” Arnaldo Janssen

“A linguagem que todo o mundo entende é a linguagem do amor.”  José Freinademetz

Confira as fotos aqui

Fontes da pesquisa:

Santo Arnaldo Janssen (1837-1909)

Arnaldo Janssen nasceu no dia 5 de Novembro de 1837 em Goch, uma pequena cidade da Baixa Renânia (Alemanha). Era o segundo de 10 filhos e os pais incutiram nele uma grande dedicação ao trabalho e uma profunda religiosidade.

Foi ordenado sacerdote a 15 de Agosto de 1861 pela Diocese de Münster e foi destinado a trabalhar numa escola secundária em Bocholt, onde se distinguiu como um professor exigente mas justo. Em virtude da sua profunda devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi nomeado Diretor Diocesano do Apostolado da Oração. Este apostolado encorajou Arnaldo a abrir-se aos cristãos de outras denominações.

Ele foi um homem consciente das necessidades espirituais de outros povos, para além dos limites da sua diocese e preocupou-se pela Missão Universal da Igreja. Decidiu dedicar a sua vida despertando a Igreja da Alemanha para as suas responsabilidades missionárias. Com tal propósito, ele resignou do seu lugar de professor e, logo em seguida, fundou o «Mensageiro do Sagrado Coração». Esta revista mensal dava notícias da missão e animava os católicos de língua alemã a trabalhar mais pelas missões.

Os tempos eram particularmente difíceis na Alemanha. Bismarck havia declarado a «Kulturkampf» com uma série de leis contra os Católicos, a expulsão de religiosos e sacerdotes e a prisão de muitos bispos. Nesta situação caótica, Arnaldo Janssen propôs a alguns dos sacerdotes expulsos do país a ida para as missões ou que pelo menos ajudassem na formação de missionários.

Devagar mas com segurança e com a palavra de encorajamento do Vigário Apostólico de Hong-Kong, Arnaldo descobriu que Deus o chamava para enfrentar essa difícil tarefa. Muitos diziam que ele não era o homem indicado para tal e que os tempos não eram propícios para a fundação. A resposta de Arnaldo foi: «O Senhor desafia a nossa fé e incentiva-nos a fazer algo novo, precisamente quando tantas coisas implodem na Igreja».

Com a ajuda de alguns bispos, Arnaldo inaugurou no dia 8 de Setembro de 1875 em Styel (Holanda) a casa missionária e esta data é considerada o dia da fundação da Congregação do Verbo Divino. No dia 2 de Março de 1879, partiram os dois primeiros missionários para a China. Um deles era José Freinadmetz.

Consciente da importância dos meios de comunicação social para atrair vocações e meios econômicos, Arnaldo Janssen abriu, 4 meses após a inauguração da casa, uma tipografia. Milhares de leigos generosos ofereceram o seu tempo e esforço na distribuição das revistas de Steyl, contribuindo assim para a animação missionária nos países de língua alemã.

Desta forma, a comunidade, muito em breve, era composta de sacerdotes e irmãos.

Entre os voluntários da casa missionária não estavam só homens. Praticamente desde o começo, um grupo de mulheres se pôs ao serviço da comunidade. Estas mulheres desejavam servir a missão como religiosas. O fiel e dedicado serviço que elas ofereciam livremente e o reconhecimento da importância do papel, que a mulher poderia desempenhar na missão, levaram Arnaldo a fundar, no dia 8 de Dezembro de 1889, a Congregação Missionária das Servas do Espírito Santo (SSpS). As primeiras Irmãs foram enviadas para a Argentina em 1895.

Em 1896 o P. Arnaldo decidiu escolher algumas Irmãs para formar o ramo contemplativo, que seria conhecido como «Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua», SSpSAP. O seu serviço missionário consistiria em manter a adoração permanente do Santíssimo Sacramento, rezando dia e noite pela Igreja e especialmente pelas outras duas Congregações dedicadas ao serviço missionário ativo.

Arnaldo faleceu no dia 15 de janeiro de 1909. A sua vida foi uma permanente procura da realização da vontade de Deus, confiança na divina providencia e trabalho árduo. O crescimento contínuo das comunidades por ele fundadas é a prova evidente de que o seu trabalho foi abençoado. Presentemente, há mais de 6.000 missionários do Verbo Divino trabalhando em 63 países. As missionárias Servas do Espírito Santo são mais de 3.800, e 400 as Servas do Espírito Santo de Adoração Perpétua.

Fonte: http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20031005_janssen_po.html

Tríduo de Santo Arnaldo Janssen – Sábado, 12 de janeiro, iniciando com a missa das 18 horas / Domingo, 13 e Segunda-feira, 14, iniciando com a missa das 19 horas.

Missa Solene – Festa de Santo Arnaldo Janssen – Terça-Feira, 15 de janeiro, às 19 horas.

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