A ‘Hora de Maria’ e o Sermão do Crucificado

20160325_180547No último dia 25 (Sexta-feira da Paixão), a Paróquia do Verbo Divino aproveitou o dia penitencial para ser a “Casa de Oração” de centenas de fieis que passaram pela comunidade neste dia. Entre a encenação da Via Sacra, o Ato Litúrgico da Paixão do Senhor e o “Momento Mariano”, houve até mesmo quem escolhesse “ficar direto” na igreja.

Às 18h realizou-se o tradicional Momento Mariano, evento para-litúrgico que ocorre na paróquia há, pelo menos, dez anos. Tendo como precedência, há alguns outros anos, o “Sermão do Descendimento da Cruz”. Fato muito questionado. Não pelo sermão em si, mas pelo nome que recebeu – e que é usado pela Igreja há séculos.

Alguns fiéis, em “colóquio de corredor”, problematizaram a correção gramatical do nome dado à pregação feita pelo Padre Denzil Crasta (pároco), alguns julgaram ser, até mesmo, erro de digitação. Aproveitamos, por isso, o ensejo para explicar o “fenômeno” que perturbou alguns ouvidos mais atentos.  Apesar de assemelhar-se à palavra “descimento”, o termo utilizado para nomear o Sermão, provém de uma ação diferente. Enquanto dizemos que houve “o descimento – pelas escadas – dos peregrinos de Bom Jesus da Lapa” afirmamos que houve o “descendimento dos sinos da Basílica de Aparecida”. A primeira ação ocorre por iniciativa própria das pessoas, a segunda, por iniciativa de outras. Portanto, o Sermão faz uma reflexão em torno do momento em que Jesus foi retirado da cruz.

Na pregação o pároco relacionou a temática espiritual com alguns problemas presentes na sociedade e que urge serem resolvidos. Neste sentido, o Sermão do Descendimento motivou os fiéis a refletirem acerca do fato de que o Salvador não foi crucificado somente há dois mil anos atrás, mas a cada dia nas chagas sociais.

Após o Sermão aconteceu o Momento Mariano conduzido pelos catequistas da comunidade. Em meio às velas roxas, cuidadosamente encerradas em delicados aparatos de vidro, os “Catequistas da Verbo”, como são conhecidos, conduziram reflexões sobre aquilo que Maria, a Virgem das Dores, teria sentido ao deparar-se com o sofrimento de seu Filho naquela Sexta-feira da Paixão. Ao longo de 45 minutos foi rezada a Coroa das Sete Dores de Maria, intermediada por uma reflexão em primeira pessoa que sugeria um colóquio entre Nossa Senhora e o coração de cada fiel presente na igreja.

O momento de reflexão e aprofundamento acerca das “espadas de dor” que transpassaram o Coração de Maria encerrou-se por volta das 19h30 com a bênção do Padre Denzil e, assim, encerrou-se, na Paróquia do Verbo Divino, o dia de penitência e meditação proposto pela Igreja.

Thiago P. Domingos

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