Quarta-feira de Cinzas – 26 de fevereiro de 2020

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Hoje a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma. É um tempo especial em que nos preparamos para a Páscoa.

Durante a Quaresma somos chamados à conversão e devemos nos preparar para a vivência dos mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, durante a Semana Santa.

As cinzas são um sacramental e têm sua origem no Antigo Testamento. Simbolizam dor, morte e penitência. São obtidas pela queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior e impostas na fronte dos fiéis, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, e na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

Em sua homilia, Pe. Vagner nos exortou a buscar, de coração sincero, a conversão do coração, a conversão de nossas atitudes e de todo o nosso ser. Disse que precisamos de conversão porque todos nós somos pecadores, frágeis e imperfeitos. E, como seres humanos que somos, o Senhor nos chama a não nos conformarmos com a nossa fragilidade e sim a buscarmos ser sempre mais e melhor, não esperando, entretanto, que alcancemos a perfeição, mas confiando que Ele vá transformando, pouco a pouco, nosso coração e nossa atitude.

A palavra de Deus que escutamos hoje, nos convida a essa conversão. O Profeta Joel, na primeira leitura, já nos dizia: Voltai-vos para Deus com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos e, na segunda leitura, em seu convite à conversão, São Paulo suplica: deixai-vos reconciliar com Deus.

Orientou-nos a, neste tempo de quaresma, olhar para dentro de nós mesmos, nos avaliar e pensar: o quê em minha vida precisa ser mudado? o quê em mim não está de acordo com a palavra de Deus? Esforcemo-nos com sinceridade para que ocorra uma autotransformação.

Nos propôs três exercícios quaresmais: A oração, o jejum e a esmola. Esses três exercícios não são alvos apenas da quaresma, mas algo a que somos chamados a praticar durante todo o ano, durante toda a nossa vida.

O primeiro exercício, a oração nos põe em contato com Deus. Por ser a quaresma um tempo favorável, nos convidou a intensificar a nossa vida de oração. Sugeriu que cada um busque pensar: como é que eu posso melhorar a minha oração durante esse tempo de quaresma? O que eu posso oferecer a Deus como oração durante esse tempo?

Quando deixamos de rezar, quando deixamos de falar com Deus e nos afastamos dele, vamos ficando mais fracos para fazer Sua vontade. Percebam isso, quanto menos oração mais longe da palavra de Deus estamos e quanto mais oração mais fortalecidos ficamos para fazer o que Deus quer de nós! A oração fortalece nossa amizade com Deus. Então busquemos a oração sempre.

O segundo exercício quaresmal é o jejum. Jejum que vai junto com a Penitência. Pelo jejum nós renunciamos a algo no nosso dia a dia. Algo que gostamos e com isso exercitarmos a nossa força de vontade, o nosso autocontrole e mais, também quando jejuamos fortalecemos o nosso corpo e nosso espírito para fazer a vontade de Deus. O jejum nos fortalece na luta contra o mal, na luta contra o pecado. Renunciar a algo para mostrar a Deus o quanto O amamos. Deus é mais importante do que as coisas que temos. Quando renunciamos algo que gostamos, que é importante para nós, estamos fortalecendo a nossa vontade de renunciar a muitas coisas que fazemos e que não nos fazem bem.

o terceiro exercício quaresmal ao qual somos levados também pela oração é a caridade. Abrir o coração para o irmão que sofre é abrir o coração para a necessidade do outro. A caridade exige de nós esse olhar misericordioso para com os demais. Nesse sentido a igreja no Brasil, todos os anos, nos propõe a Campanha da Fraternidade como caminho para nossa conversão pessoal. Neste ano o tema é Fraternidade e vida: dom e compromisso. A vida é o bem mais precioso que recebemos de Deus. A vida deve ser cuidada e é compromisso de todos nós cristãos católicos batizados cuidar da vida humana desde a sua concepção até o seu final. A campanha nos traz como lema: Viu, sentiu compaixão e cuidou dele, inspirado na parábola do Bom Samaritano. Esse homem torna-se para nós, na Quaresma, um ícone da caridade. Ele viu aquele homem caído no chão, alguém que ele não sabia quem era. Sentiu compaixão – atitude fundamental do Cristão – e cuidou dele. Então, essas três atitudes, ver, sentir compaixão e cuidar é o que nós somos chamados também a fazer neste tempo de quaresma. Como estou diante dos sofredores do nosso tempo?

O texto básico da campanha nos apresenta que, diante do irmão que está sofrendo, nós temos duas bacias que aparecem no evangelho: a bacia de Pilatos, que diante de Jesus lavou as mãos, se omitiu, não se comprometeu, não sentiu compaixão e a outra bacia: a do lava-pés, com a qual Jesus se inclinou diante dos Apóstolos e lavou-lhes os pés, como sinal de serviço. Durante a quaresma somos chamados a escolher, a optar entre essas duas bacias, a de Pilatos e a do Lava-pés.

Outro ícone da caridade e da compaixão que a campanha nos apresenta é a Santa Dulce dos Pobres, um exemplo também de caridade e de amor aos demais. Viu a situação dos enfermos e doentes no seu tempo sentiu compaixão E cuidou deles.

“Então o Senhor Deus formou o Ser humano com o pó do solo” (Gn 2,7a);

“até voltares ao solo, do qual fostes tirado. Porque tu és pó e ao pó hás de voltar” (Gn 3,19b)

Confira AQUI AS FOTOS da missa das 7h30

Confira AQUI AS FOTOS da missa das 19h

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